1. A congregação é dirigida por um Imám cuja escolha é feita com base nos seus conhecimento religiosos e académicos.
  2. O Imám coloca-se à frente dos crentes de pé, enquanto estes se perfilam atrás em fileiras rectas e preenchidas. Todos estão direccionados para “Quibla”.
  3. Depois de declarar a intenção da oração o Imám recita a “Fátihah” e a passagem complementar do Alcorão em voz audível na Oração da Alvorada (Fajr) e nos dois primeiros “Rakah” da Oração do Pôr de Sol (Magreb) e da Noite (Ishá). Quando o Imám recita o Alcorão em voz alta, os crentes escutam-no em meditação e humildade. Estes não recitam nem a “Fátihah” nem qualquer outra passagem do Alcorão.
  4. Quando o Imám acaba a “Fátihah” os presentes dizem “Amin” e o Imám recita a passagem do Alcorão seguindo para a posição “Rukú” dizendo “Samiyalláhu liman hamidáh” (Deus que me escutas) e os presentes respondem com as seguintes palavras “Rabbaná lakal hamd” (Ó Nosso Senhor, louvado sejas).
  5. Os presentes devem seguir os movimentos do Imám sem anteciparem nenhum gesto.
  6. Na oração em congregação o Imám declara a sua intenção de agir no serviço religioso na sua qualidade de Imám e por seu turno os participantes na oração referem a sua intenção de seguirem aquele Imám na mesma oração.
  7. Se uma pessoa chegar depois da início da oração e participar na congregação, terá que seguir o Imám, mesmo que tenha perdido um “Rakah” (ciclo) ou mais, recuperando quando o Imám acabar o serviço proferindo os votos de paz finais.
  8. É desejável que todo o muçulmano não perca nenhuma ocasião de orar em congregação, visto que a congregação é uma brilhante demonstração da unidade de objectivo e acção, da piedade e humildade colectiva perante Deus, de solidariedade efectiva entre os muçulmanos, de disciplina e compreensão recíproca.
  9. A oração em congregação é uma resposta positiva aos problemas mais urgentes da humanidade, causados pela discriminação racial, os conflitos sociais e os preconceitos humanos. No ofício islâmico em congregação, não há reis nem súbditos, nem pobres e ricos, nem brancos e negros; não há primeira nem segunda classe, nem bancos dianteiros ou traseiros, nem assentos reservados.

Todos os crentes ficam de pé, lado a lado, ombro com ombro, da maneira mais disciplinada e exemplar, longe de qualquer consideração mundana.

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